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Fluxo de cargas no porto do Mucuripe cresceu o dobro da média nacional


PORTO DE FORTALEZA se destaca na movimentação de cargas


Foram 4,9 milhões de toneladas de cargas transportadas no ano passado. Alta de 11,36% em relação a igual período de 2019. E o dobro da média de crescimento dos portos públicos brasileiros (5,68%)



O Porto do Mucuripe, em Fortaleza, administrado pela Companhia Docas do Ceará (CDC), fechou 2020 com mais de 4,9 milhões de toneladas de cargas transportadas. Alta de 12% ante o ano anterior. O balanço divulgado pelo Ministério de Infraestrutura mostrou que esse crescimento é o dobro da média obtida nos portos públicos brasileiros (5,68%).


No Brasil, passaram pelos portos públicos brasileiros mais de 447,1 milhões de toneladas de cargas ao longo de 2020. São 24,1 milhões a mais ante a movimentação registrada no ano anterior (423 milhões de toneladas).

Conforme o O POVO já havia antecipado na edição do último dia 18, esta foi a melhor movimentação de cargas do porto de Fortaleza desde 2015. Também houve crescimento recorde de 254,35%, no indicador EBITDA, que representa lucros sem desconto de juros e impostos, que fechou o ano em R$ 11,8 milhões, o que mostra o potencial de geração de caixa da Companhia Docas do Ceará para futuros investimentos.


Recorde também na geração de receitas, que subiram de R$ 56,3 milhões, em 2019, para R$ 64 milhões, no ano passado. Alta de 13,49%. Para a diretora-presidente da CDC, Mayhara Chaves, o desempenho do porto, apesar de pressão da pandemia sobre as atividades econômicas, é fruto do aprimoramento da gestão e das parcerias portuárias que vêm sendo desenhadas desde 2019.

Destaque para o aumento de 28,5% no transporte de granel sólido não cereal, como manganês, escória, minério e coque. "É um tipo de carga que a gente vem se especializando. Foi um percentual de crescimento acima do esperado, mas já dentro do nosso objetivo de focar nas cargas que trazem resultado ao porto".


Para este ano, ela diz que, além de dar continuidade nestas negociações, outro foco da gestão é avançar nos projetos de concessões. Até agosto devem estar concluídas as obras no terminal pesqueiro que foi concedido em março do ano passado para a indústria de beneficiamento de pescado, Compex. E ainda neste ano deve ser feita a concessão do terminal pesqueiro de Camocim.


"No de Fortaleza, era uma área ociosa, mas quando estiver operando vai gerar cerca de 300 empregos no entorno do porto. Também deve sair neste primeiro semestre o arrendamento do armazém do trigo e para o segundo o de uma área não operacional, não contígua ao porto, que será destinada a uma misturadora de combustíveis".


A concessão do Terminal Marítimo de Passageiros, depende de aval do Ministério, e somente deve ocorrer quando a pandemia passar e o fluxo for 100% retomado. "Se fosse fazer a licitação agora, os preços iriam lá para baixo. E um estudo da FGV Transporte já mostrou que o equipamento é um dos que têm maior potencial de investimento, então, estamos com boas expectativas", afirma Mayhara Chaves.


No Brasil, segundo o balanço do Ministério da Infraestrutura, o porto de Santos, em São Paulo, segue sendo o maior complexo portuário do hemisfério sul, com 146,5 milhões de toneladas de cargas transportadas em 2020. Alta de 9,3%, ante 2019. Mas a maior taxa de crescimento no fluxo de cargas dentre os portos brasileiros, no entanto, foi observada no porto de Ilhéus, na Bahia, que avançou 118,4% em relação a 2019.



Fonte: O Povo (Economia)


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