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Viajantes russos em expedição ao redor do mundo fazem parada no Porto de Fortaleza


Habituado a receber grandes navios, de carga e de turismo (cruzeiros), a pedido da Capitania dos Portos do Ceará, o Porto de Fortaleza deu suporte durante quase um mês a um trimarã (embarcação com três cascos, sendo um casco central conectado a outros dois cascos de menor comprimento em cada bordo da embarcação) que partiu no final da tarde de ontem para completar mais uma volta ao mundo. Os viajantes russos Evgeny Kovalevskiy e Stanislav Berezkin, em sua segunda expedição, precisaram fazer essa primeira parada no país para reparos no veleiro. Antes de partir, eles foram recebidos pelos diretores da Companhia Docas do Ceará, Mayhara Chaves e Eduardo Rodriguez.


Segundo explicaram os viajantes russos, essa nova expedição é dedicada ao 250º aniversário de Ivan Kruzenshtern e ao 200º aniversário da descoberta da Antártida pelos marinheiros russos. Os dois já percorreram cerca de 60 mil km, mais de 40 estados e territórios diferentes. A rota traçada inclui a Finlândia, Polônia, Suécia, Dinamarca, Holanda, Grã-Bretanha, França, Espanha, Portugal, Ilhas Canárias, travessia do Oceano Atlântico, América do Sul, Polinésia, Micronésia, Filipinas, Indonésia, Oceano Índico, Oceano Atlântico, África do Sul, Namíbia, Portugal, Grã-Bretanha e retorno a São Petersburgo.


Daqui, Evgeny e Stanislav farão paradas em Cabedelo (PB), Salvador (BA), Santos (SP) e Rio Grande do Sul, para depois seguirem para o Uruguai, Argentina e Buenos Aires, completando a volta em toda América do Sul. “Estudei a rota há mais de um ano e as dificuldades do caminho me causaram um pouco de preocupação. No começo, me pareceu muito difícil, até mesmo intransitável. Mas percebi que poderíamos fazê-lo. E agora estamos navegando em um navio único, construído especialmente para nós por Anatoly Kulik, nosso amigo e designer”, explicou o geógrafo Evgeny, chefe da expedição e primeiro vice-presidente da filial de Tomsk da Sociedade Geográfica Russa.


Batizado com o nome de Russian Ocean Way, a embarcação é a única no mundo em sua classe. “Vamos bater o recorde de distância de navegação no trimarã inflável à vela, além de implementar diversos projetos inéditos”, reforça os amigos Evgeny e Stanislav. Entre os projetos citados, estão "Lições do Oceano" para estudantes; uma pesquisa científica do fundo de radiação do planeta e a propagação de ondas de rádio sobre as extensões oceânicas; "Missão Diplomática Popular", familiarizando os residentes de outros países com os recursos naturais e culturais da Rússia, como a história do desenvolvimento da Terra pelos marinheiros russos.


Uma série de documentários está prevista para ser lançada com base nas gravações que eles estão fazendo. O projeto está sendo implementado com o apoio da Sociedade Geográfica Russa e do Fundo Presidencial de Subsídios. “Queremos lembrar ao mundo as conquistas dos russos descobrindo os oceanos e daqueles cabos e ilhas que foram chamados por nomes russos”, pontua Evgeny. O amigo Stanislav Barezkin é engenheiro e capitão do trimarã, além de campeão da Rússia e do Distrito Federal Siberiano em turismo de Vela e membro do Grupo Geográfico Russo Sociedade.





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