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Gestão técnica faz o Porto de Fortaleza atingir vários recordes em 2020

Atualizado: 25 de jan. de 2021


Resultado de uma gestão técnica e um planejamento bem estruturado colocado em prática pela diretoria executiva da Companhia Docas do Ceará, o ano de 2020 foi marcado por vários recordes no Porto de Fortaleza. Comparado ao mesmo período de 2019, no topo do crescimento está o indicador EBITDA com 254,35% (R$ 3,3 para R$ 11,8 milhões), que mostra o potencial de geração de caixa da CDC para futuros investimentos. Na sequência, aparecem as receitas com 13,49% (R$ 56,4 para R$ 64 milhões) e a movimentação de cargas com 12% (4,4 para 4,9 milhões de toneladas).


Neste importante equipamento do modal marítimo localizado no bairro Mucuripe, em Fortaleza, atracaram, entre janeiro e dezembro de 2020, 1.157 navios. As atracações no Porto de Fortaleza também apresentaram crescimento, da ordem de 9,5%, em relação ao ano anterior. Os granéis sólidos (cereais e não cereais) responderam por 46,6% de toda a movimentação, seguido pelos granéis líquidos (petróleo e derivados) com 45,3% e carga geral com 8,1%. Respectivamente, foram 2.285.614 toneladas de granéis sólidos, 2.219.815 toneladas de granéis líquidos e 389.501 toneladas de carga geral.


No tocante aos granéis sólidos cereais (trigo), a importação do grão pelos moinhos M. Dias Branco, Grande Moinho Cearense e J. Macêdo foi 9,9% maior se comparado ao ano de 2019, totalizando 1,2 milhão de toneladas por meio de 53 navios e alcançando uma prancha média diária de 8.213,112 toneladas. A carga veio, principalmente, da Argentina, Estados Unidos e Canadá, cujo montante deve ser novamente ultrapassado em 2021, segundo a administração do Terminais de Grãos de Fortaleza Ltda. (Tergran), arrendatário no Porto de Fortaleza. Somente o trigo movimentado respondeu, nos últimos cinco anos, pela importação de 5,8 milhões de toneladas.


Em relação aos granéis sólidos não cereais, o destaque em 2020 foi para a movimentação de clínquer, escória, produtos siderúrgicos, produtos químicos, manganês, minério de ferro, sucata, carvão mineral e gesso. Entre os destinos dessas cargas: Estados Unidos, Espanha, China e Manaus.


Os graneis sólidos (cereais e não cereais) tiveram um crescimento de 28,7% ao longo dos 12 meses do ano passado em relação ao ano de 2019, representando o maior crescimento de carga do Porto de Fortaleza em 2020.


Outro tipo de carga embarcada pelo porto no ano de 2020, tendo entre os destinos os portos de Algeciras e Vigo, na Espanha; Thames, na Grã-Bretanha; Dunkirk e Le Havre, na França; e Rotterdam, na Holanda; foram as frutas. As frutas embarcadas predominantemente foram melão, banana, uva, abacaxi, limão, manga, maçã e melancia por meio de contêineres reffers (refrigerados). Também foram exportadas lagosta congelada, frutas congeladas, nozes, plásticos e granito, entre outros tipos de carga geral, totalizando 44.377 TEUs movimentados nos 12 meses do ano passado.


Ao avaliar o desempenho do Porto de Fortaleza, a diretora-presidente da Companhia Docas do Ceará, engenheira Mayhara Chaves, reforçou que a administração vem trabalhando para consolidar a movimentação dos granéis sólidos (cereais e não cereais) e granéis líquidos (combustível) com excelência. Quanto aos planos para o ano de 2021, Mayhara elenca a atualização do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do porto; a implantação de programas de Modernização da Gestão Portuária; a automação de processos para a melhoria na qualidade de atendimento; o monitoramento ambiental da Biota Aquática, dos Recursos Hídricos e Sedimentos; e o fomento da parceria com a iniciativa privada para atrair novos investimentos para as áreas não operacionais do porto.


Estamos atuando para que a Companhia Docas do Ceará seja cada vez mais competitiva em um ambiente de negócios cada vez mais dinâmico. Nossa vocação é conectar o Ceará com o Brasil e o mundo e contribuir com o desenvolvimento socioeconômico do estado e da capital cearense de forma sustentável, onde estamos inseridos.

Mayhara Chaves


Com resultado bastante expressivo como no EBITDA, o diretor de Administração e Finanças da CDC, Humberto Castelo Branco, pontou que: “No que pese a crise econômica mundial, agravada pelos efeitos da pandemia, as ações como a reestruturação organizacional, o efetivo programa de redução de despesas e o incremento das receitas, adotadas pela diretoria da Companhia docas do Ceará ao final de 2019 e ao longo de 2020, permitiram, de forma efetiva, o sucesso obtido nos resultados financeiros e na considerável melhoria dos nossos indicadores econômicos. Estamos preparados, técnica e financeiramente, para os desafios de 2021, ano em que os reflexos das ações implantadas até o momento e aquelas a serem efetivadas robustecem nossa expectativa que será, também, um ano de sucesso para nossa companhia.


O bom desempenho da gestão da Companhia Docas do Ceará foi reconhecido pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Segundo ele, “os números apresentados pelo Porto de Fortaleza demonstram a importância de medidas que tomamos lá atrás, no início da pandemia, quando asseguramos a continuidade dos serviços e a devida proteção aos trabalhadores. Isso foi essencial para garantir o escoamento de nossa safra recorde e aproveitar o momento favorável para nossas commodities. É nessa linha que comemoramos os resultados da Companhia Docas do Ceará, que tem sido uma referência em gestão e demonstra o acerto de colocarmos profissionais qualificados do setor em postos chave. Em nome do Governo Federal, parabenizo toda a equipe.


Características da operação


  • 275.280,9 m2 de área alfandegada;

  • 08 berços com profundidade que variam de 05 a 13 metros;

  • 07 armazéns com capacidade estática total de 237 mil toneladas (35.139 m2).


Diferencial


  • Disponibilidade de áreas para arrendamento;

  • Infraestrutura moderna para as operações de trigo;

  • Licenças ambientais regulares;

  • Programas de Gerenciamento de Riscos e Atendimento de Emergências implantados;

  • Condições favoráveis de infraestrutura nas vias internas;

  • Instrumentos e ações para a melhoria dos indicadores de desempenho.


Concessões


  • MUC01 (Terminal de Trigo): aguardando aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU);

  • MUC59 (Formuladora de Combustível): área foi considerada operacional pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e o processo de arrendamento está sendo tratado pela Empresa de Planejamento e Logística S.A (EPL), Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA) e ANTAQ;

  • Terminal Marítimo de Passageiros: avaliado como a melhor opção de investimento em portos a partir de um estudo conjunto realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a revista Portos e Navios, o arrendamento foi suspenso temporariamente devido à pandemia do coronavírus;

  • Terminal Pesqueiro de Camocim: aguardando autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para ser licitado pela CDC.


Avanços


  • Melhora do desempenho dos indicadores financeiros;

  • Planejamento tributário concluído;

  • Estruturação de ações voltadas para a redução de despesas como a racionalização dos gastos na prestação de serviços portuários;

  • Foco nos procedimentos para reajuste e revisão das tarifas dos portos organizados (atendimento à Resolução Normativa Nº 32 – ANTAQ);

  • Arrendamento de áreas operacionais e não operacionais;


Obras e Manutenções realizadas em 2020


  • Demolição e limpeza do galpão na retroárea pertencente à CDC;

  • Recuperação dos postes de iluminação do TMP;

  • Recuperação das ilhas das tomadas frigoríficas;

  • Troca/reforma de defensas;

  • Recolocação do hidrante no Armazém A4;

  • Passatempo do píer;

  • Pinturas e demarcações diversas, entre outras.

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